
Eu sei as vezes tenho a mania da perseguição...
Fazendo o devido desconto convido que observem todo o “processo de Larry Summers” numa vertente diferente do “mainstream” (lado mais feminista...).
Pela analise dos números e mais especificamente pelo o que representam os primeiros subscritores das moções, ontem apresentadas, começo a desconfiar que o caso deve ser entendido como uma guerra entre diferentes visões sobre a posição de Harvard na ciência. De forma reduzida, a velha guerra entre “ciência vs arte”.
Tal como fiz referencia, um recente artigo da Nature, explicava que Summers deveria ser, maioritariamente, julgado pelo seu trabalho e não tanto pelas suas infelizes e polémicas declarações de Janeiro. Na realidade, Summers tem realizado um trabalho corajoso e muito benéfico para academia com ênfase na vertente cientifica, num claro apoio ao aumento de investigação cientifica.
Esta analise sustenta-se no facto que ambas as moções votadas, mostraram resultados equilibrados, onde as abstenções tiveram um papel preponderante. No entanto, ambas as propostas debatidas e votadas ontem ‘a noite, foram apresentadas por elementos ligados a arte ou então ‘as ciências sócias...
Larry Summers esta de facto numa posição muito delicada, muito provavelmente insustentável a muito curto prazo, contudo o corpo gerente de Harvard não esta obrigado a seguir as indicações dos membros da FAS (Faculty of Arts and Sciences ).
O que me tem feito um pouco de confusão e’ a mínima discussão que este tema tem suscitado em Portugal... A esquerda, como sempre arrogam os “verdadeiros e únicos” defensores das desigualdades, anda mais interessada em discutir outros assuntos, do que realmente a posição da mulher na sociedade. Uma coisa e’ certa, a sociedade portuguesa e’ completamente dominada pelos homens e não se nota o mínimo, real, de desconforto relativamente a esta matéria... Discutir as razoes? Não, nada disso, mais vale fazer um numero para os fotógrafos e as câmaras entregando comida em alto mar a um barco...